quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Redução da Maioridade Penal

Por Beatriz Alves Pereira Nascimento

Reduzir ou não a maioridade penal tem sido o discurso de políticos intencionados a melhorar a segurança nacional. Porém prender jovens junto a mentes criminosas formadas será a maneira mais eficiente de reabilitar cidadãos e promover estabilidade para a segurança nacional?
O homem é produto do meio em que vive. A influência é uma forma de aprendizagem. Influência tanto positiva quanto negativamente. Portanto, se a educação for aplicada efetivamente desde o início da formação do indivíduo, majoritariamente impedirá que este, futuramente se inclua na vida criminal. Pois muitos jovens que situam-se marginalizados desse tipo de dignidade, ou seja, educação, acabam por não conseguir enxergar outro caminho além da criminalidade.
A redução da maioridade penal não acompanha o sistema carcerário brasileiro. A superlotação das prisões do Brasil tem sido negligenciada por presidentes e governadores quando estes adotam posições à favor da redução da mínima idade punitiva, uma vez que esta medida inflamará o numero de presos e ainda diminuirá a faixa etária de criminosos brasileiros.
 A impunidade do Brasil “ratificada” pela PEC 37 que restringe as atividades de investigações criminais às polícias federal e civil, ou seja, retira do Ministério Público o poder de investigar. Esta é negligenciada. Já as condições precárias e desumanas as quais são submetidos os jovens infratores são consideradas as mais corretas e eficazes. É esse tipo de situação que faz com que estes indivíduos se revoltem e não tenham perspectiva de melhora.
 Aos jovens que escolhem a vida do crime é necessário ser entregue dignidade e aplicação de punição eficaz, como o trabalho voluntário intensivo. Ainda a oportunidade como educação que deveras abrirá portas, e não somente uma, para que quem a tenha siga em frente num estilo de vida mais justo.

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